Bonifácio Andrada fala sobre a Revolução Liberal de 42 em evento da Assembleia

Aconteceu na terça-feira, 07, o lançamento do Programa Editorial de Obras de Valor Histórico e Cultural de Interesse de Minas Gerais e do Brasil

Aconteceu na terça-feira, 07, o lançamento do Programa Editorial de Obras de Valor Histórico e Cultural de Interesse de Minas Gerais e do Brasil, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O programa é coordenado pelo deputado estadual Lafayette Andrada e uma iniciativa do parlamento mineiro. Na ocasião do evento também foi lançado uma nova edição do livro História da Revolução Liberal de 1842, de autoria do cônego Marinho, originalmente publicado em 1844. A obra é o primeiro volume da Coleção Minas de História e Cultura que integra o programa.

O deputado federal Bonifácio Andrada marcou presença no evento e, nas palavras do secretário de Cultura de Minas Gerais, Ângelo Oswaldo, "ministrou uma verdadeira aula magna de História do Brasil". O parlamentar relembrou acontecimentos históricos da Revolução Liberal, que irrompeu no ano de 1842 em Barbacena e teve como presidente interino José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barão de Cocais. "Eu pedi ao presidente que me desse a honra de falar nessa Assembleia, porque 1842 é um grande acontecimento histórico, de grandes repercussões na vida nacional, mas é um acontecimento que nasceu em Barbacena e terminou em Santa Luzia. Quando Dom Pedro II assume a direção do país como imperador aos 15 anos, e surgem duas forças políticas muito forte, os liberais que eram a favor da Assembleia Constituinte e os conservadores, que ficaram do lado de Dom Pedro. Em Minas Gerais, em Barbacena, o Barão de Cocais assumiu o comando e foi eleito o presidente interino da província e começa reunir as forças para enfrentar o governo e levar novamente os liberais ao poder".

A respeito do livro e dos acontecimentos que se deram após a revolução, Andrada relembrou que o padre Marinho narrou em seus livros todos os episódios da revolução e suas raízes e também falou sobre o sistema parlamentarista implantado no país em 47. "O padre José Antonio Marinho foi companheiro dos liberais nesse esforço todo, e ele então, escreve esse livro narrando estas ações. É um livro muito interessante porque ele narra todos esses episódios e mostra as raízes desses episódios desde o momento em que a Assembleia Constituinte foi dissolvida. Esse episódio de 1842 é um episódio muito interessante porque ele é a marca da luta dessas duas tendências, os liberais e os conservadores e por outro lado ele demonstra o espírito a favor da liberdade que se iniciou aqui em Minas Gerais e que tem raízes longínquas. E essa revolução de 42 vai influir na história do Brasil porque o imperador, assustado com a revolução de 42, e depois com outros movimentos semelhantes que foram provocados em 1842, ele então implanta no Brasil o sistema parlamentarista em 1847. E esse regime parlamentarista de Dom Pedro II, vai ficar no Brasil existente até a Proclamação da República e durante esse tempo todo nós não tivemos mais nenhuma revolução, enquanto a América Latina toda enfrentava diversas revoluções e pronunciamentos militares. E hoje nós estamos falando novamente também de parlamentarismo, na Câmara dos Deputados e na imprensa e eu também sou favorável à ideia de parlamentarismo."

Crédito 3B: Ricardo Santos
Legenda: Para Bonifácio Andrada, o programa lançado pela Assembleia é uma homenagem ao povo mineiro